Scott Bessent se juntou à administração Trump no ano passado, munido de uma experiência formidável nos mercados, o respeito generalizado de Wall Street e uma confiança ilimitada.
Bessent trouxe para seu papel como secretário do Tesouro e principal assessor econômico do presidente Donald Trump a mesma arrogância que o permitiu ajudar George Soros a “quebrar” o Banco da Inglaterra em 1992, apostando fortemente contra a libra.
A operação forçou o Reino Unido a abandonar seus esforços para sustentar a moeda - e rendeu a Soros mais de US$ 1 bilhão.
Recentemente, Bessent desafiou os investidores a contrariá-lo, declarando com ousadia: “Agora eu sou a casa”.
Ele rejeitou as críticas dizendo que, se “alguns dos caras do Terminal Bloomberg estão insatisfeitos com o que estou fazendo, azar o deles”.
E prometeu aliviar o custo do dinheiro reduzindo os rendimentos dos títulos.
Mas seus esforços para superar o mercado de títulos - o mercado mais profundo e importante do planeta - não corresponderam às expectativas. Pelo contrário, os críticos dizem que seus esforços tiveram o efeito contrário.
“Os dados são claros. Ele jogou gasolina no fogo. Teve exatamente o impacto oposto ao que desejava”, disse Tim Mahedy, CEO da Access/Macro e ex-funcionário do Federal Reserve de São Francisco e do Fundo Monetário Internacional.
No início do ano passado, Bessent afirmou que desejava reduzir o importantíssimo rendimento dos títulos de 10 anos para menos de 4%.
