O Fed (Federal Reserve) e o BC (Banco Central) decidem nesta quarta-feira (16) os próximos passos para os juros nos Estados Unidos e no Brasil, em uma “superquarta” marcada pela expectativa de movimentos em direções opostas nas duas maiores economias das Américas.
Nos Estados Unidos, o mercado aposta em uma elevação de 0,25 ponto percentual pelo Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto), que levaria a taxa de juros da atual faixa de 3,5% a 3,75% para um intervalo entre 3,75% e 4%.
Caso se confirme, será a primeira alta dos juros americanos em três anos.
No Brasil, a expectativa predominante é de redução de 0,25 ponto da Selic, atualmente em 14%, para 13,75% ao ano.
As decisões chegam em momentos diferentes para a inflação dos dois países: enquanto o Brasil registrou deflação em agosto e sinais de desaceleração da atividade, que reforçam as apostas em mais um corte, os Estados Unidos enfrentam pressão dos preços, impulsionada também pela alta do petróleo em meio aos conflitos no Oriente Médio.
O Fed será o primeiro a divulgar sua decisão, às 15h, pelo horário de Brasília. Logo depois, às 15h, é esperada coletiva com o chair Kevin Warsh.
Já por aqui a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) é esperada para após 18h30.
Se renda e emprego melhoraram, por que o brasileiro segue pessimista?
