Após seis horas de sessão extraordinária no STF (Supremo Tribunal Federal), a questão central do julgamento, a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes em suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, não chegou a ser discutida. A professora de Direito Penal da FGV Luisa Moraes Abreu Ferreira avaliou ao CNN Prime Time que a estratégia adotada por Edson Fachin para conduzir a sessão “claramente não deu certo”.
Luisa explicou que Fachin tentou limitar o debate ao caso concreto desde o início, abrindo espaço para declarações de impedimento antes de avançar ao mérito. No entanto, a sessão rapidamente fugiu ao controle, com ataques pessoais e bate-bocas entre os ministros dominando os trabalhos.
Sessão marcada por conflitos e sem desfecho
Segundo Luisa, logo após a fala de Dias Toffoli, em que ele se declarava suspeito, foi pedido um aparte e, a partir daí, praticamente todos os ministros passaram a falar fora do momento reservado para votação.
“Surgiram dali diversas falas, ataques pessoais, tudo aquilo que faz mal para o julgamento, faz mal para a Corte e que o ministro Fachin pretendeu evitar”, afirmou a professora.
Luisa avaliou que Fachin pode ter optado por permitir que todos se manifestassem justamente para que ninguém alegasse, posteriormente, que teve a palavra cerceada.
