A Arábia Saudita afirmou ter derrubado um drone dos houthis nos arredores de Meca, cidade mais sagrada do Islã, na terça-feira (15), provocando rápida condenação regional ao grupo rebelde iemenita apoiado pelo Irã.
É a primeira vez que os houthis têm Meca como alvo em quase uma década, desde que um ataque com míssil balístico foi interceptado em 2017, segundo Turki al-Maliki, porta-voz das Forças da Coalizão liderada pela Arábia Saudita. Autoridades houthis negaram rapidamente ter como alvo Meca, informou a Reuters.
O rápido avanço do grupo rebelde no Iêmen e os ataques contra a vizinha Arábia Saudita nas últimas semanas colocaram o reino árabe do Golfo em uma posição cada vez mais difícil, diante da possibilidade de ser arrastado para um conflito mais amplo enquanto a guerra entre Estados Unidos e Irã se prolonga.
Meca é o local de nascimento do profeta Maomé. Todos os muçulmanos do mundo são obrigados a fazer a peregrinação à cidade sagrada pelo menos uma vez na vida, e milhões de pessoas fazem a viagem todos os anos.
“Essa tentativa hostil também permanecerá como uma mancha no histórico de violações da milícia extremista terrorista houthi, como um ato deliberado destinado a provocar os sentimentos de milhões de muçulmanos”, afirmou Al-Maliki em uma publicação no X, prometendo tomar as “medidas necessárias e dissuasórias” contra os militantes.
