Seis anos após a aprovação do Marco Legal do Saneamento, o Brasil avançou em investimentos, regulação e participação da iniciativa privada no setor, mas ainda enfrenta obstáculos para cumprir a meta de universalização até 2033.
O desafio foi discutido durante o CNN Talks Infra Saneamento: A segunda metade do caminho até 2033, realizado nesta terça-feira (15), em São Paulo, que reuniu autoridades, empresários e especialistas.
Questionada sobre os ensinamentos deixados pela escassez hídrica que atingiu São Paulo em 2014, Camila Rocha Viana, diretora-presidente da SP Águas, afirmou que, diante de um cenário de mudanças climáticas, é necessário fortalecer a regulação dos recursos hídricos.
“Escassez hídrica não é só sobre investimento. Primeiro, precisamos falar sobre governança”, afirmou.
Segundo Viana, a universalização do saneamento é um desafio que envolve prestadores de serviço, governos e órgãos reguladores.
“A agência presta um serviço de outorga que precisa ser inteligente e planejado, estimulando o uso racional da água sem inviabilizar o atingimento da meta de universalização. Isso gera uma pressão sobre a disponibilidade, porque estamos aumentando a oferta do serviço, mas também traz um impacto muito positivo para a qualidade dos nossos corpos hídricos”, disse.
Para ela, o enfrentamento do problema passa por diferentes frentes, entre elas investimentos em resiliência, transposições e diversificação de fontes de abastecimento.
