Os golpes pela internet já fazem parte da rotina de quem usa celular, redes sociais e serviços digitais. Mesmo assim, mensagens falsas, ligações suspeitas e perfis que se passam por pessoas ou empresas continuam conseguindo convencer milhões de brasileiros.
Uma pesquisa do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), divulgada em agosto de 2026, mostra a dimensão do problema: 32% dos usuários de internet com 16 anos ou mais no país relataram ter sofrido tentativas de golpes com uso de seus dados pessoais, o equivalente a 45 milhões de pessoas.
Além disso, 20% disseram ter sido vítimas desse tipo de crime. Aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas estão entre os principais meios utilizados nas abordagens.
Por que as pessoas ainda caem em golpes na internet?
A resposta não está apenas na falta de atenção. Muitos golpes são construídos para provocar uma reação emocional antes que a vítima tenha tempo de avaliar se aquela situação é verdadeira.
É o caso de mensagens que anunciam uma suposta compra suspeita, informam que uma conta será bloqueada ou afirmam que um familiar precisa de dinheiro com urgência. Em vez de depender exclusivamente de uma falha técnica, o criminoso tenta conduzir a pessoa a uma decisão rápida.
Esse tipo de abordagem é conhecido como engenharia social e explora fatores como confiança, medo, curiosidade e sensação de urgência.
