O pedido de vista do ministro Flávio Dino, que suspendeu nesta 3ª feira (15.set.2026) o julgamento sobre o caso envolvendo Alexandre de Moraes no STF, não preocupa a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação é de que a prorrogação mantém a crise na Corte aberta durante a eleição, mas não muda a estratégia do grupo.
A sessão terminou sem uma definição sobre a análise dos casos de Moraes e André Mendonça. O placar estava em 4 a 3 pela tramitação separada dos procedimentos quando Dino pediu vista (mais tempo para análise).
O pedido de vista pode levar a análise para dentro do período eleitoral. O ministro tem até 90 dias para devolver o processo, mas a sessão pode ser retomada antes. Na prática, salva Moraes momentaneamente.
Dino havia defendido que os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente e pediu vista depois de questionar a condução dos processos por Fachin.
A campanha de Lula considera que a manutenção do caso em aberto não representa um problema eleitoral. A avaliação é que Lula não deve assumir uma crise que, na estratégia do grupo, pertence ao Supremo.
O esforço será para reforçar que o presidente não tem relação com a disputa entre os ministros. A orientação é enfatizar a cronologia do caso Master: o banco começou a operar durante o governo Jair Bolsonaro (PL) e foi liquidado durante o governo Lula.
Integrantes do governo avaliaram que Moraes terminou a sessão em uma posição mais frágil.
