Três pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual após um prédio em construção desabar sobre uma casa e matar seis pessoas na Penha, na zona leste da capital, no sábado (12). Foram indiciados Isis de Freitas Rodrigues Brandão, apontada como responsável legal pela construtora New Home; o engenheiro Cristiano Salgado Vivacqua, responsável técnico pela obra; e Ronaldo dos Santos Vivacqua, pai de Cristiano e apontado como sócio oculto da companhia.
Ronaldo está preso e nega envolvimento com a New Home. Segundo as investigações, no entanto, testemunhas dizem que ele tinha influência e participação ativa nas atividades da empresa, incluindo a venda de apartamentos e presença constante no local das obras.
Cristiano e Isis estão foragidos. A reportagem busca contato com a defesa de ambos.
A servidora da Prefeitura de São Paulo Viviane Rodrigues de Palma, que assinou um laudo em 2024 que garantiu a continuidade das obras, também é investigada. Ela foi ouvida pela polícia nesta terça-feira (15). O Estadão não localizou a defesa de Viviane.
Segundo a delegada Deidiene Fialho, do 24° DP, a servidora disse à polícia que esteve no local da obra apenas para averiguar se a estrutura anterior havia sido demolida, uma condição para a liberação do alvará de construção, e não para fazer uma inspeção sobre a estrutura do prédio.
