Depois de quase oito horas depois de seu começo, a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira, 15, chegou ao fim sem definição.
Tecnicamente, a sessão foi suspensa em razão do pedido de vista (mais tempo para analisar o processo) feito pelo ministro Flávio Dino.
O pedido de vista ocorreu na questão de ordem feita pelo decano da Corte, Gilmar Mendes. De acordo com ele, seria necessário juntar os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Até então, a pauta definida pelo presidente do STF, Edson Fachin, previa analisar se Moraes deveria ou não ser investigado pela relação dom o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Fachin convocou a sessão extraordinária depois de relatório da Polícia Federal (PF) mostrar que Moraes trocou mais de 50 mensagens com o ex-banqueiro. Poucos dias antes de ser preso, o empresário chegou a perguntar ao magistrado se deveria fugir do país.
Além disso, conforme a PF, Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões que o Master assinou com o escritório da advogada Viviane Barci. Ela é mulher do ministro.
No caso de Mendonça, uma ala do STF defende que ele cometeu irregularidades na função de relator do processo do Master. O magistrado nega. Até o momento, o caso dele está previsto para ser analisado em sessão plenária programada para 23 de setembro.
Questão de ordem
A situação de Moraes, entretanto, ficou sem definição.
