O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sugeriu nesta 3ª feira (15.set.2026) que a Corte encaminhe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, uma manifestação sobre ameaças de novas punições dos Estados Unidos contra integrantes do Tribunal.
Dino fez a proposta durante o julgamento relacionado ao ministro Alexandre de Moraes e ao caso Banco Master, enquanto a ministra Cármen Lúcia ponderava a independência do Judiciário diante de pressões externas.
O ministro leu manchetes de notícias sobre a possibilidade de novas medidas dos Estados Unidos contra Moraes.
“Como tem esse portfólio, presidente [Edson Fachin], de uma ingerência indevida e como o pronunciamento da ministra Cármen foi especialmente oportuno, brilhante, maduro, assertivo, eu queria sugerir a Vossa Excelência que o pronunciamento da ministra Cármen fosse enviado ao presidente da República e ao ministro das Relações Exteriores”, declarou.
Segundo Dino, uma nova sanção do governo do presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), representaria uma ameaça “gravíssima” ao STF e “à soberania nacional”.
CÁRMEN REJEITA PRESSÕES
Antes da manifestação de Gilmar, Cármen Lúcia afirmou que os julgamentos do Supremo não podem ser submetidos a pressões nem ao “clamor popular”.
Segundo a ministra, para que o julgamento seja “imparcial, isento, independente”, os integrantes da Corte não podem se expor a pressões externas ou internas.
