Os juros futuros de prazos médios e longos fecharam em alta nesta terça-feira (15), em um movimento associado ao aumento do prêmio de risco no mercado doméstico e à aversão a risco no exterior. A sessão foi marcada pela expectativa em torno do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-Banco Master, além da alta do petróleo Brent perto de US$ 110 por barril.
Na curva doméstica, o mercado segue precificando majoritariamente um corte da taxa Selic de 14% ao ano para 13,75% na decisão de setembro. Segundo a leitura embutida nos contratos, há 96% de chance de redução nesta reunião.
Para novembro, as taxas de Depósito Interfinanceiro (DI) indicavam 52% de probabilidade de novo corte de 0,25 ponto porcentual, ante 48% de manutenção. Para dezembro, o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, calculava 84% de chance de manutenção e 16% de probabilidade de nova redução de 0,25 ponto.
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No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2027 ficou em 13,580%, praticamente estável em relação ao ajuste anterior de 13,585%. Nos vencimentos mais longos, o movimento foi de alta: o DI para janeiro de 2029 avançou de 13,867% para 13,940%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 subiu de 14,108% para 14,230%.
