Os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, se desentenderam nesta 3ª feira (15.set.2026) durante julgamento relacionado às apurações sobre Alexandre de Moraes e o Banco Master.
Gilmar chamou a atitude de Mendonça de “desfaçatez” depois de sair em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Mendonça pediu respeito ao colega.
“É impressionante a desfaçatez desse sujeito”, afirmou Gilmar. “A desfaçatez de Vossa Excelência. Me respeite”, respondeu Mendonça.
A discussão se deu depois que Gonet negou ter mantido relação de proximidade com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O procurador-geral havia sido mencionado por Mendonça ao explicar diligências determinadas a partir de informações encontradas pela Polícia Federal durante as investigações.
Antes da manifestação de Gonet, Moraes questionou a forma como Mendonça conduziu essas diligências. Segundo o ministro, Mendonça tinha conhecimento desde maio de documentos que faziam referência a ele, mas só determinou novas medidas 3 meses depois, em agosto.
Mendonça contestou. Disse que as diligências foram motivadas por informações apresentadas pela PF que faziam possíveis referências a Gonet e ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Afirmou ainda que não fez juízo prévio sobre eventual irregularidade.
Gonet, então, pediu a palavra e disse que o material não indicava prática de ilícito de sua parte.
