O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta terça-feira (15) um questionamento apresentado pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam julgados conjuntamente. O magistrado defende apreciação única dos dois colegas com base nas informações da Polícia Federal (PF) sobre a investigação do Banco Master.
O presidente da Corte, Edson Fachin, votou para os julgamentos continuarem separados. Da mesma forma, foi contra a redistribuição da relatoria da Petição 16.662. O processo trata sobre desdobramentos da investigação sobre o Banco Master e revelou mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Estava sob responsabilidade de Mendonça e foi assumido por Fachin.
Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Moraes votaram para que o julgamento do magistrado seja adiado para a próxima sessão extraordinária marcada para 23 de setembro. Na ocasião, será analisada a condução de Mendonça no caso do Banco Master.
Os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques declararam suspeição. Portanto, não participam do julgamento.
Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Mendonça acompanharam Fachin. Com o empate, a expectativa é de que Fachin profira voto de qualidade, conforme explicação do professor de direito constitucional da Universidade de São Paulo (USP) Rubens Beçak.
