Um novo embate durante o julgamento que pode levar à investigação do ministro Alexandre de Moraes na caso do Banco Master, fez com que Flávio Dino pedisse vista (ou seja, mais tempo para análise). A discussão generalizada começou com uma segunda discussão entre Gilmar Mendes e André Mendonça.
Apesar do pedido de vista, o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou que os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia anunciassem seus votos para se obter um resultado provisório da votação. O placar está 4 x 3 para que os casos envolvendo Moraes e Mendonça na esteira do Master sejam analisados em conjunto.
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A discussão começou depois de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, negar proximidade com Daniel Vorcaro, depois de ter seu nome mencionado durante o julgamento.
“Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro”, afirmou Gonet. “O único ponto que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades, em abril de 2024, e a única ligação intermediada por advogado foi brevíssima e banal.”
O procurador-geral sustentou ainda que as mensagens não possuem relevância jurídica e defendeu a atuação da instituição. “Quem analisa os fatos sem viés verá que o Ministério Público, no exercício do papel de titular da ação penal, foi preciso e foi correto”, disse.
Mendonça respondeu:
“Eu tento ser justo. Ninguém gostaria de estar aqui. Nós estamos aqui por dever de ofício”.
