O Ministério da Fazenda e o Banco do Nordeste realizaram em Fortaleza (CE), nos dias 15 e 16 de junho, o Workshop Biometano Nordeste. O encontro reuniu representantes do setor público, instituições financeiras, empresas, reguladores, associações e especialistas para discutir a estruturação de projetos capazes de conectar resíduos, tecnologia, mercado consumidor e financiamento. A iniciativa teve parceria da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Instituto Clima e Sociedade (iCS).
As discussões indicaram que a viabilidade dos empreendimentos depende de fatores como segurança no fornecimento de resíduos, escala de produção, logística, mercado consumidor, contratos, regulação e acesso ao crédito. Segundo os participantes, o Nordeste reúne diversidade de resíduos e atividades produtivas, com potencial para transformar essa base em suprimento, demanda contratada e projetos aptos a receber investimentos.
O debate ocorreu em um ambiente de consolidação regulatória do biometano. A Lei do Combustível do Futuro criou o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano. Na sequência, a regulamentação definiu mecanismos de certificação, infraestrutura e financiamento, além de estímulos a projetos em regiões com potencial técnico e econômico.
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