O telescópio espacial Nancy Grace Roman, da NASA, ainda nem chegou à órbita planejada ao redor do segundo ponto de Lagrange do sistema Sol-Terra (L2), mas sua missão acaba de ganhar uma perspectiva muito mais longa. Graças à economia de combustível durante as primeiras etapas da viagem, a sonda pode permanecer realizando observações científicas por até 22 anos.
A previsão original era de cinco anos de observações iniciais, seguidos por mais cinco anos de uma missão estendida. Agora, a missão completa pode chegar a 22 anos.
“Como resultado do planejamento excepcional de nossa equipe de dinâmica orbital, da execução brilhante da equipe de operações e de um lançamento preciso pela SpaceX, o Roman tem combustível para pelo menos 22 anos de potenciais operações científicas”, afirmou Jamie Dunn, diretor do Goddard Space Flight Center, da NASA.
Como o Roman economizou combustível
O combustível é o único recurso consumível do Roman e, portanto, é o principal fator que limita a duração da missão. Uma série de fatores permitiu que a NASA revisse a expectativa;
O primeiro deles foi a precisão do lançamento. O foguete Falcon Heavy, da SpaceX, realizou uma queima precisa para colocar o Roman na trajetória de saída da órbita baixa da Terra. Quanto mais precisa essa etapa, menos combustível é necessário posteriormente para corrigir a trajetória da espaçonave;
Outro fator foi o peso real do telescópio.
