Importadores de combustíveis alertam para o risco de escassez de diesel. Alegam que o preço que está sendo praticado pela Petrobras torna a comercialização da alternativa importada inviável justamente em um período de aumento sazonal da demanda.
De acordo com dados da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis), a estatal vende um combustível R$ 3,49 por litro, o que representa uma defasagem de 107% em relação à cotação do diesel vendido no mercado internacional -ou menos do que a metade do preço. A comparação considera o valor cobrado nas refinarias, antes da incidência dos custos de distribuição e revenda.
Segundo o presidente da entidade, Sergio Araújo, a defasagem “muito elevada” criou um momento de “reserva” por parte dos importadores. Segundo ele, a tendência ainda é de alta no mercado internacional, diante da instabilidade no Oriente Médio, das interrupções na oferta da Arábia Saudita e da demanda aquecida nos Estados Unidos.
“A gente observa hoje um fluxo comercial paralisado”, disse.
O preço líquido cobrado pela Petrobras às distribuidoras está sem mudança desde 1º de junho. Naquela data, a estatal aplicou um desconto de R$ 0,3515 por litro e reduziu o preço médio do diesel de R$ 3,65 para R$ 3,30.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou na 6ª feira (11.set.2026) a MP (Medida Provisória) 1.391 de 2026.
