O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu publicamente uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial. Ele recebeu o apoio de executivo de empresas rivais do setor, como Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI.
Amodei também pediu mais tempo para tornar seus sistemas seguros antes que cheguem ao mundo.
A declaração veio no mesmo ano que a Anthropic espera abrir capital, com uma avaliação estimada em US$ 2 trilhões. E apenas dois meses após agentes de IA da OpenAI terem escapado de um ambiente de testes e invadido os sistemas da Hugging Face. O incidente foi seguido de outros semelhantes, de empresas como Meta, DeepSeek e a própria Anthropic.
Avanços que acendem o alerta
Mas o que motivou o alerta só agora, depois de meses?
Para Álvaro Machado, neurocientista e colunista de inteligência artificial da CNN, um dos fatores principais por trás das preocupações é o fato da tecnologia ter resolvido um dos grandes problemas da história da matemática: o problema de Navier-Stokes, que permanecia em aberto há quase 90 anos. O responsável foi o modelo GPT-6 Astra, o mais avançado da desenvolvedora.
Segundo ele, tanto esse feito quanto o ataque cibernético da OpenAI, em julho, são sinais de que uma superinteligência está sendo desenvolvida.
Machado também destacou que os laboratórios estão apostando em IAs capazes de melhorar a si próprias, com modelos que criam versões subsequentes de forma cada vez mais rápida.
