Dezenas de pessoas que protestavam contra a repressão em curso contra a comunidade LGBTQIA+ na Turquia foram presas nesta terça-feira (15) em Istambul, informaram jornalistas da AFP presentes no local.
Os manifestantes, reunidos em frente ao Palácio da Justiça de Caglayan, no lado europeu de Istambul, foram cercados e presos pela polícia turca após se recusarem a dispersar.
“Viva a luta pela liberdade!”, “Apesar do ódio, viva a vida!”, “Libertem os presos imediatamente!”, gritavam os manifestantes, que carregavam uma faixa que dizia: “Ser LGBTQIA+ e se organizar não é crime”.
“Enquanto tantos crimes graves ficam impunes, o governo agora faz operações contra ativistas LGBTQIA+. Essas pessoas não cometeram nenhum outro crime além de serem quem são e defenderem seus direitos ou os direitos dos outros”, disse à AFP Zeynep, uma manifestante de 44 anos que preferiu não revelar seu nome completo.
O partido pró-curdo DEM, figura-chave no processo de paz entre Ancara e os combatentes curdos do PKK, condenou as batidas policiais contra pessoas LGBTQIA+. “A linguagem da paz não pode ser acompanhada de repressão”, escreveu na rede social X.
No domingo (13), dezenas de pessoas foram presas pela polícia turca em bares gays e nas casas de ativistas LGBTQIA+ sob as acusações de “obscenidade”, “facilitação da prostituição” ou “vínculos financeiros com entidades estrangeiras”.
