A captação de leite cru pelos laticínios brasileiros perdeu força no segundo trimestre de 2026, de acordo com a Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE.
Entre abril e junho, foram adquiridos 6,61 bilhões de litros, alta de apenas 1% em relação ao mesmo período de 2025.
O ritmo de crescimento ficou bem abaixo do registrado nos três primeiros meses do ano. No primeiro trimestre, a captação havia avançado 2,7%, para 6,79 bilhões de litros.
A desaceleração foi mais evidente ao longo do segundo trimestre. Em abril, os laticínios adquiriram 2,16 bilhões de litros, aumento de 1,9% na comparação anual.
Em maio, o volume chegou a 2,23 bilhões de litros, mas a alta foi de apenas 0,4%. Em junho, foram captados 2,22 bilhões de litros, crescimento de 0,7%.
Com isso, o desempenho do segundo trimestre ficou próximo da estabilidade na comparação anual, sinalizando uma expansão mais lenta da oferta de leite no mercado.
Industrialização também desacelera
O movimento foi semelhante na indústria. O volume de leite industrializado no segundo trimestre somou 6,61 bilhões de litros, crescimento de 1,1% ante o mesmo período de 2025.
No primeiro trimestre, a industrialização havia crescido 2,7%.
A diferença entre os períodos também aparece nos dados mensais. A indústria processou 2,16 bilhões de litros em abril, alta de 2%; 2,23 bilhões em maio, avanço de 0,5%; e 2,22 bilhões em junho, aumento de 0,9%.
