Esta matéria faz parte da série “Tecnologias brasileiras que mudaram o mundo”, exclusiva para assinantes do Clube Olhar Digital.
Se você fizer uma busca sobre onde a máquina de escrever foi inventada na internet (seja no Google, seja no ChatGPT), talvez o Brasil não apareça na resposta. Ou talvez o país apareça numa observação ou nota de rodapé. Isso porque este é mais um daqueles casos em que uma boa ideia brota aqui, mas não prospera por conta do contexto.
O padre paraibano Francisco João de Azevedo (1814-1880) inventou, primeiro, a máquina taquigráfica. Era uma engenhoca que registrava textos de forma abreviada, por meio de códigos. Após algumas modificações nela, criou a máquina de escrever. Mas os louros foram para o inventor norte-americano Christopher Latham Sholes.
Por isso, hoje em dia coloca-se Azevedo junto ao padre Landell de Moura (rádio) e a Santos Dumont (avião) na galeria de inventores brasileiros injustiçados. Afinal, o que aconteceu? O Olhar Digital te conta a seguir.
Como um padre paraibano inventou a máquina de escrever - e o que aconteceu depois
O padre criou o mecanismo na oficina do Arsenal de Guerra de Pernambuco, no Recife. Ele adaptou um teclado de piano para as teclas imprimirem letras no papel. E instalou um pedal para mudar de linha.
Como toda engenhoca, esta surgiu para facilitar alguma parte da vida de quem a criou.
