O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, chamou, nesta 3ª feira (15.set.2026), André Mendonça de “boneco eleitoral” e “pixuleco” pela condução do caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O embate começou depois de Gilmar afirmar que Mendonça havia divulgado informações contra Moraes em período próximo ao 7 de Setembro com o objetivo de influenciar as eleições. Mendonça respondeu e classificou a afirmação como leviana. “Não aponte o dedo para mim. Mereço respeito”, disse.
Gilmar respondeu: “Quem não se dá ao respeito não merece respeito”.
Na sequência, o decano afirmou haver interesse eleitoral na condução do caso.
“O interesse é evidente, acachapante, extravagante. Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral”, declarou.
Gilmar também criticou Mendonça por ter reunido e mantido sob sigilo informações que poderiam atingir outros integrantes do Supremo. Segundo ele, concentrar esse tipo de material nas mãos de um só ministro cria uma relação de poder sobre os demais integrantes da Corte.
“Quem detém sozinho aquilo que pode alcançar outros integrantes do colegiado passa a exercer sobre eles algum tipo de ascendência”, afirmou.
O ministro comparou a situação a uma “relação de máfia” e classificou a conduta como “covarde” e “vil”.
“Isso não se faz, não é ambiente de pessoas dignas. […] É uma atitude covarde, vil. Já disse isso em outro momento: até a máfia tem ética”, declarou.
