Tão logo o julgamento sobre o ministro Alexandre de Moraes foi suspenso no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 15, Flávio Dino dirigiu-se ao presidente do STF, Edson Fachin, para conversar ainda no plenário. Ambos chegaram a se abraçar.
A conversa ocorreu depois de Dino interromper Dias Toffoli e ser repreendido por Fachin. Durante a sessão, Dino havia contestado a orientação de Fachin de que as intervenções nas falas dos colegas dependessem de autorização prévia da Presidência.
Antes de procurar o presidente do STF, Dino também conversou com André Mendonça, que ocupa a cadeira ao seu lado, ambos ainda estavam sentados. A troca de palavras ocorreu com ambos sérios, em meio à tentativa de amenizar o ambiente no tribunal.
O gesto de aproximação entre Fachin e Dino trouxe um momento de descontração após embates públicos.
Clima fechado entre Dino e Fachin
Tudo começou quando Toffoli explicava os motivos que o levaram a se declarar suspeito para atuar no caso e mencionou uma sugestão feita anteriormente por Dino.
Nesse momento, Dino tentou intervir, mas Fachin o interrompeu. “Eu gostaria de combinar, nesta sessão, que a palavra sempre será solicitada à presidência”, ponderou.
Na sequência, o presidente do STF recorreu ao artigo 133 do regimento interno para justificar a intervenção.
Dino contestou a interpretação. De acordo com ele, o STF estabelece que um pedido de aparte deve ser dirigido ao ministro que está com a palavra.
