As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira (15) pressionadas por bancos e pela aversão a risco diante do petróleo e dos juros longos elevados.
O avanço da energia reforçou preocupações inflacionárias às vésperas da decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), enquanto investidores continuaram avaliando os riscos de uma desaceleração dos investimentos em IA (Inteligência Artificial). Lisboa destoou e terminou em alta.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,37%, a 10.658,13 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,07%, a 25.423,47 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,34%, a 8.090,28 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,14%, a 51.555,19 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,05%, a 19.555,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,71%, a 9.446,63 pontos. As cotações são preliminares.
Na agenda, o desemprego britânico ficou em 4,9% nos três meses até julho, enquanto salários sem bônus cresceram 3,5%.
Andrew Wishart, do Berenberg, avaliou que a fraqueza do mercado de trabalho deve limitar o repasse da alta de preços aos salários e projetou apenas uma alta adicional do BoE (Banco da Inglaterra, na sigla em inglês).
Na zona do euro, o superávit comercial ajustado subiu a 5 bilhões de euros em julho. Já o índice ZEW de expectativas da Alemanha avançou a 34,7 em setembro, abaixo do esperado.
Os bancos estiveram entre as principais pressões, apesar de conseguirem recuperar parte das perdas ao longo do pregão.
