*Por Eduardo Rodrigues
Muitas vezes, o desafio relacionado a metas corporativas está em traduzir um objetivo definido pela liderança em comportamentos concretos no dia a dia das equipes. Afinal, converter uma meta em número não é o desafio; a questão aqui é criar uma jornada que faça as pessoas quererem avançar, estimulando a reprodução de comportamentos de alta performance que, na prática, fazem os vendedores alcançarem seus melhores resultados. É nesse ponto que a gamificação ganha espaço nas organizações: não como uma forma de “brincar” com o trabalho, mas como uma estratégia para modificar metas em experiências que estimulam mudança de comportamento, aprendizagem e performance.
A discussão é especialmente relevante diante do atual desafio de engajamento. Segundo a Gallup, apenas 20% dos profissionais no mundo estavam engajados no trabalho em 2025, o menor nível global desde 2020. No Brasil, o índice chegou a 32%, acima da média mundial, demonstrando que a maior parte dos trabalhadores não está plenamente conectado ao que faz.
O impacto dessa desconexão também é econômico: a Gallup estima que o baixo engajamento representou aproximadamente US$ 10 trilhões em produtividade perdida no mundo em 2025. Ou seja, mais do que engajar, a questão é fazer as pessoas performarem melhor: criar jornadas que estimulem comportamentos de alta performance, ajudem os vendedores a bater suas metas e transformem produtividade em crescimento de receita.
