O ministro Luiz Fux afirmou, durante sessão plenária na manhã desta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal, que a Polícia Federal não pode trabalhar contra o Poder Judiciário.
Em sua fala, Fux destacou que a Segunda Turma do STF identificou uma série de desvios de finalidade na atuação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. “Isso faz parte de um trecho bastante expressivo da nossa manifestação.”
Na semana passada, a Segunda Turma se reuniu em plenário virtual para julgar o pedido de afastamento de Andrei Rodrigues, feito pelo ministro André Mendonça. A sessão foi interrompida após pedido de vista de Gilmar Mendes.
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Fux fez questão de ressaltar que o STF tem grande admiração pela Polícia Federal, mas que essa admiração possui limites claros.
“Sou juiz há 50 anos, a Polícia Federal sempre trabalhou em prol do Poder Judiciário. O que não pode é a Polícia Federal trabalhar contra o Poder Judiciário e instrumentalizar pessoas para sustentar posições contra o Poder Judiciário”, afirmou Fux.
O magistrado citou como exemplo concreto dos desvios de conduta o envio de “documentos apócrifos“, classificando o episódio como “um exemplo significativo” das irregularidades praticadas.
