A decisão de Kassio Nunes Marques de se declarar suspeito na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o caso Moraes surpreendeu integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A preocupação vai além do voto de Kassio. O entorno de Flávio tinha a expectativa de que a crise mantivesse a pressão concentrada em Alexandre de Moraes e ajudasse a alimentar o discurso de desgaste do Supremo. A suspeição de Nunes coloca um fato novo no cenário e amplia o número de ministros atingidos pelo caso.
Aliados de Flávio também acompanham com atenção a estratégia da ala pró-Alexandre de Moraes. A avaliação é de que o grupo tem conseguido ampliar o foco da sessão, levando para o centro do debate a atuação de André Mendonça, a condução da Polícia Federal e agora os efeitos das novas revelações sobre outros ministros.
Para a campanha, esse movimento reduz a margem de explorar politicamente a crise como um episódio concentrado em Moraes. Quanto mais o caso se espalha dentro do Supremo, mais difícil fica sustentar um confronto direto apenas com o algoz de Bolsonaro.
A suspeição de Kassio pesa ainda mais porque ele preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), logo é uma peça importante no ambiente institucional da disputa de 2026.
