Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter sancionado nesta 3ª feira (15.set.2026) o projeto de lei que institui o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), o governo federal ainda não definiu quais fontes de energia poderão ser usadas pelos empreendimentos beneficiados pelo programa.
O debate é um dos pontos que ficaram pendentes para a regulamentação do projeto após a aprovação pelo Congresso. O texto original estabelecia que apenas data centers abastecidos por energia 100% renovável poderiam receber os incentivos fiscais, mas uma alteração de última hora no no Senado incluiu também fontes “consideradas de baixa emissão”. Isso abriu brecha para o uso de gás natural, defendido por representantes da indústria, congressistas e segmentos do próprio governo.
Em entrevista a jornalistas após a cerimônia de sanção, integrantes da equipe técnica do Ministério da Fazenda disseram que a decisão sobre as fontes de energia será publicada posteriormente em uma portaria separada, mas não apresentaram prazo para a definição.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a inclusão do gás natural está em discussão dentro do governo e é motivo de divergências entre diferentes áreas do Planalto.
