Uma mesinha com duas cadeiras foi colocada na calçada da Avenida Paulista, em frente ao vão do Masp. Em pouco tempo, uma aglomeração impedia o trânsito fluente dos pedestres. Por entre as cabeças que se aglomeravam e impediam de ver quem sentava nas cadeiras, foi surgindo a imagem do candidato Augusto Cury (Avante).
Sentado, ele ouvia as opiniões de desabafos dos interlocutores, as pessoas que se colocaram em uma fila. Ao responder com algumas frases de impacto, ele fazia a situação mais se assemelhar a uma sessão terapêutica, com espaço de fala e escuta. Queria desfazer a imagem de um político convencional em contato com a população.
Enquanto Cury dava conselhos como um terapeuta, para ouvintes que se mostravam carentes de uma palavra de esperança, a guerra política fervia no plenário do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.
O presidente da corte, Édson Fachin, trocava palavras ríspidas com o ministro Flávio Dino. Os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes trocavam acusações. Cury queria passar a mensagem de que seus conceitos de psicologia na política estão acima disso. Ele disse não estar ao lado nem de Alexandre de Moraes nem de Mendonça nesta contenda.
"Olha, eu nunca vi uma guerra de egos, uma epidemia de corrupção, porque as pessoas reais estão aqui", afirmou ele a Oeste. "Em vez de discutir o Brasil, estão discutindo meia dúzia de pessoas.
