O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de cerimônia no Palácio do Planalto nesta terça-feira (15), que aconteceu simultaneamente ao julgamento decisivo no STF (Supremo Tribunal Federal). O mandatário, contudo, não discursou na ocasião.
A cerimônia contou com discursos de autoridades de governo presentes. Normalmente, a fala do mandatário encerra os eventos. Lula assinou a sanção do PL (projeto de lei) que institui o Redata, um regime de tributação especial para datacenters antes do fim do evento.
Como mostrou a CNN Brasil, a campanha de Lula evitará menções diretas ao julgamento do STF, mas explorará, ao longo do dia nas redes sociais, falas em que o mandatário pede “investigações doa a quem doer”.
Integrantes do QG de Lula indicam, sob condição de reserva, que não faz parte da estratégia usar cortes do julgamento ou citar ministros nominalmente.
O PT (Partido dos Trabalhadores) admite que o imbróglio no STF vem pautando a corrida eleitoral e tenta não alimentar este processo, segundo uma fonte.
Aliados do presidente afirmam que a crise beneficia Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e esperam que o candidato à Presidência explore o julgamento. Como reação, o QG de Lula argumenta que o senador tenta “esvaziar” o Tribunal que o investiga no caso “Dark Horse”.
O programa de Lula na propaganda eleitoral na TV e rádio desta terça-feira também não deve citar o tema.
