O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, respondeu nesta 3ª feira (15.set.2026) ao ministro Dias Toffoli sobre o relatório da Polícia Federal arquivado em fevereiro, relacionado às investigações do Banco Master e a menções a ministros do Supremo.
A manifestação foi feita depois de Toffoli se declarar impedido e decidir não participar do julgamento que pode abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Toffoli relembrou o período em que ainda era relator do caso Master. Disse que seu afastamento foi discutido em reunião com os demais ministros e que, no encontro, Dino defendeu sua saída para “preservar a imagem” da Corte.
“Apenas para reforçar o que o ministro disse. Houve a oferta de um relatório pela Polícia Federal. Esse relatório nunca foi apreciado no colegiado. Houve uma reunião informal convocada pelo presidente. Nela, fiz uma fala ponderada acerca da preservação da imagem do tribunal e fiz uma sugestão que Sua Excelência acolheu, no sentido do afastamento da condução do feito”, declarou Dino.
Dino prosseguiu: “Uma coisa é o que estava lá, outra coisa é o relatório. Houve arquivamento por decisão monocrática de Fachin. Em algum momento, quem sabe o colegiado precise apreciar essa circunstância”.
RELATÓRIO ABAFADO
O documento concluído em fevereiro foi o principal tema de uma reunião sigilosa entre ministros do Supremo, que tirou Toffoli da relatoria do caso do Banco Master.
