No meio jurídico, os trajes pretos longos conhecidos como vestes talares têm como objetivo conferir solenidade e respeito aos atos judiciais. O termo deriva de talos (calcanhar), referente a peças cujo comprimento alcança o calcanhar.
A tradição remonta aos trajes sacerdotais da Antiga Roma e foi incorporada por universidades europeias no século XIII. No Brasil, a regulamentação oficial dessas vestimentas ocorreu por meio de um decreto federal em 1854.
Na rotina da justiça comum estadual e federal, o uso dessas capas ocorre com maior frequência durante o Tribunal do Júri.
Em instâncias superiores, como no Supremo Tribunal Federal (STF), a utilização de vestes talares em sessões solenes ou de capas em sessões ordinárias e extraordinárias é obrigatória e está prevista expressamente no artigo 16 do seu Regimento Interno.
Diferença entre toga e beca
Embora visualmente semelhantes, existe uma distinção técnica entre as vestimentas utilizadas no Poder Judiciário:
Toga: veste de uso exclusivo dos juízes e magistrados.
Beca: vestimenta utilizada por advogados e membros do Ministério Público.
A cor preta da vestimenta simboliza a abnegação do indivíduo, indicando que o profissional representa a instituição e o cargo, não a si próprio.
Por que juízes, promotores e advogados usam toga?
