O secretário da Força Aérea dos Estados Unidos confirmou, nesta segunda-feira (14), que o país implantou armas no espaço para defender as forças americanas. Embora o Pentágono não tenha divulgado as especificações das armas criadas, as armas de contraespaço (ASAT) já conhecidas podem esclarecer o funcionamento desse tipo de tecnologia.
De acordo com análises do CSIS (Center for Strategic and International Studies), existem quatro categorias de ASATs já utilizadas: as armas físicas cinéticas, físicas não cinéticas, eletrônicas e cibernéticas.
Armas Físicas Cinéticas
Os ataques físicos cinéticos são os mais conhecidos e visualmente impactantes, já que buscam destruir fisicamente o satélite ou a infraestrutura de suporte.
ASAT de Ascensão Direta (Direct-Ascent): Mísseis de médio ou longo alcance disparados da Terra (a partir de bases terrestres, navios ou caças) em direção à órbita. A destruição depende da energia cinética do impacto a velocidades orbitais (aproximadamente 28.000 km/h), não de explosivos. Um dos problemas discutidos sobre este método é a criação indesejada de lixo orbital.
ASAT Co-Orbital: Satélites interceptadores colocados previamente em órbita que manobram até se aproximarem do alvo. Podem atuar como “minas espaciais” que detonam estilhaços a curta distância ou utilizar braços robóticos para agarrar, desviar ou retirar o satélite adversário de órbita.
