O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) vive um momento sem precedentes na história da Corte e da República brasileira, ao analisar o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O coordenador do curso de Direito da ESPM, Marcelo Crespo, avaliou, ao CNN Novo Dia, o cenário jurídico que se desenha para a sessão e defendeu a decisão de Edson Fachin de separar os casos de Moraes e André Mendonça.
Para Crespo, o que se vive no STF pode ser comparado a “um grande jogo de xadrez”, com possibilidade de movimentações inesperadas durante a sessão. Entre as hipóteses levantadas pelo especialista estão um eventual pedido de vista e uma possível antecipação de votos por parte de alguns ministros.
Conflito de interesses e estratégias jurídicas
Crespo também destacou a situação do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, apontando a existência de áreas de conflito de interesse em razão do relacionamento com Vorcaro.
Segundo o especialista, o fato de Gonet ter viajado no avião de Vorcaro e trocado mensagens em contexto não profissional com ele “traz, sem dúvida nenhuma, ares de conflito de interesse”.
O especialista ressaltou ainda que a condução da sessão pelo próprio Fachin será determinante. “Os ministros vão levantando ali as questões, questões de ordem, preliminares, e caberá ao ministro tomar as decisões de como fazer essa condução”, afirmou.
