Na década de 1970, entidades de preservação da natureza começaram a jogar toneladas de estruturas de pneus e concreto em diversas praias dos Estados Unidos. De forma planejada e sistemática, elas acreditavam estar criando habitats para a vida marinha, além de despoluir espaços em terra firme.
A ideia baseada em saberes indígenas e truques de pescador deu certo em alguns casos. Em outros, desencadeou desastres ambientais que ainda não foram totalmente solucionados.
O descarte de lixo nos oceanos é prática ancestral dos seres humanos. Mais do que uma forma descuidada de livrar-se de dejetos, povos das Américas às Filipinas atiraram lixo no mar como forma de impedir invasores ou atrair peixes para a pesca.
A partir dos anos 1840, pescadores dos Estados Unidos já descartavam madeira e redes para concentrar e capturar animais marinhos. Mais de um século depois, a ideia foi reciclada como estratégia para melhorar as condições de habitats subaquáticos, especialmente em pontos sem recifes naturais para abrigar a fauna.
Mas, olhando para trás, muitos pesquisadores temem que os projetos tenham escondido uma intenção real de defender a poluição do mar.
O fracasso do recife de Osborne
No início dos anos 1970, uma empresa pediu autorização ao governo do condado de Osborne, na Flórida, para despejar cones de concreto no mar e criar recifes artificiais.
Anos depois, a mesma equipe propôs expandir o projeto usando pneus de carro impróprios para uso.
