Quase metade dos médicos (48,5%) que atuam em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) apresentam níveis elevados de esgotamento mental e emocional, um dos principais componentes da síndrome de Burnout.
O dado está presente no estudo “Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras”, realizado pela AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira). Divulgado nesta terça-feira (15), o levantamento mostra que os profissionais dessa área estão entre os mais vulneráveis da área médica a receberem o diagnóstico da doença.
Segundo a pesquisa, outros 31,2% dos médicos indicaram um esgotamento moderado. Do total de entrevistados, apenas 20,3% relataram baixos níveis de esgotamento emocional.
O estudo também analisou outros sinais ligados ao Burnout.
Cerca de 46,4% dos entrevistados apresentaram nível elevado de despersonalização, caracterizada pelo distanciamento emocional. Já 15,5% relataram baixa realização pessoal, ou seja, falta de propósito nas atividades profissionais.
Quando observado em diferentes classes de profissionais, o cenário preocupante também alcança os médicos generalistas que atuam em UTIs mesmo sem especialização formal em medicina intensiva. Eles apontam 52,3% de esgotamento emocional elevado.
