O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk.
Denis Balibouse/ Reuters
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu na segunda-feira (14) uma "ação urgente" para regulamentar a inteligência artificial (IA), diante dos riscos sem precedentes apresentados pelos sistemas mais avançados da tecnologia.
"Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade", disse Türk em um comunicado.
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"Exorto os Estados e as empresas a se mobilizarem urgentemente em estruturas multilaterais", acrescentou. "Todos os direitos humanos estão ameaçados" por essa tecnologia, incluindo "o direito à vida", afirmou.
A preocupação com as consequências da rápida evolução da IA tem crescido. Vários executivos de empresas de tecnologia dos Estados Unidos também defenderam um ritmo mais lento para os avanços nessa área.
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No sábado, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia para permitir uma avaliação mais aprofundada dos riscos associados às novas capacidades da IA. Ele recebeu apoio público de seu homólogo da OpenAI, Sam Altman, além do bilionário Elon Musk.
No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua discordância e, nesta segunda-feira, denunciou uma suposta "conspiração doentia" contra o desenvolvimento da IA.
ONU pede 'ação urgente' para regular IA e alerta para riscos sem precedentes
