O ministro Kássio Nunes Marques avalia se declarar impedido de votar na sessão desta terça-feira (15) do STF que decide se será aberta uma investigação sobre a relação de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A decisão é cogitada por Nunes Marques após a imprensa revelar nesta terça, minutos antes do início da sessão, diálogos em que o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, menciona pagamentos de R$ 500 mil por mês ao advogado Kevin Marques, filho do ministro. A Jovem Pan confirmou o conteúdo das conversas.
O plenário do Supremo Tribunal Federal está reunido nesta terça-feira para analisar se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master. A discussão é baseada em um relatório da Polícia Federal elaborado a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, com mensagens e outros registros relacionados ao magistrado.
Fachin é o relator do caso e decidiu levar a questão ao plenário após assumir a condução do procedimento. A Procuradoria-Geral da República (PGR), por sua vez, questiona a forma como a investigação foi conduzida pelo ministro André Mendonça e pediu a anulação da decisão que levou à produção do relatório.
Na sessão desta terça-feira, os ministros discustem a legalidade da medida que permitiu aprofundar a análise do celular de Vorcaro, a validade das provas obtidas e o destino dos elementos relacionados a Moraes.
