O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que intimou pessoalmente os delegados responsáveis pela Operação Compliance Zero porque o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, haviam sido mencionados em uma mensagem do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master. De acordo com o magistrado, a medida buscou preservar o sigilo e a eficiência das investigações.
Os esclarecimentos foram enviados ao presidente da Corte, Edson Fachin, na Petição 16.704.
Mendonça informou que os delegados receberam a comunicação em seu gabinete em 24 de agosto, às 17h40.
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A ordem estabelecia prazo de 72 horas para atualizar o estágio das apurações, especialmente quanto à identificação de integrantes da rede de influência e monitoramento comandada por Vorcaro.
Conforme o despacho, a própria PF registrou, em informações de polícia judiciária, que Rodrigues e Gonet teriam sido citados em uma nota enviada por Vorcaro a um interlocutor até então não identificado. O conteúdo foi encaminhado pelo WhatsApp.
“Diante da menção direta à pessoa do diretor-geral da PF, bem como do PGR”, escreveu o juiz do STF, era necessário adotar cautelas adicionais. Mendonça ponderou que tomou essa providência “sem imputar qualquer suspeita a quem quer que seja”.
