O movimento de consolidação de mercado e a criação de ecossistemas corporativos por meio de fusões e aquisições tornaram-se estratégias recorrentes para companhias que buscam ganho de escala e diversificação de portfólio. No entanto, a combinação de diferentes estruturas organizacionais cria um desafio para a gestão: transformar o tamanho da operação em capacidade consistente de entrega.
Sem uma governança integrada e métodos bem estabelecidos, o avanço das atividades costuma resultar em custos ocultos, sobreposição de funções e perda progressiva de eficiência produtiva.
A complexidade de conectar empresas independentes com culturas próprias em uma rede funcional é demonstrada por dados globais. Registros do acervo acadêmico da Harvard Business School mostram que entre 70% e 90% das fusões e aquisições falham em atingir os objetivos financeiros e operacionais estipulados no planejamento inicial.
A causa desse desempenho abaixo do esperado raramente está na escolha dos ativos ou na tese de valor, mas na ausência de integração de processos e no desalinhamento das equipes depois da assinatura dos acordos. A sobreposição de atribuições e a falta de padronização criam gargalos nas rotinas corporativas.
Segundo dados do APQC (Centro Americano de Produtividade e Qualidade, na sigla em inglês), a busca por modelos com indicadores padronizados de desempenho (KPIs na sigla em inglês) e melhores práticas tem se tornado uma das prioridades das organizações.
