Produtores rurais endividados estão enfrentando dificuldades para renegociar seus débitos com instituições financeiras, mesmo após a criação de medidas para facilitar a reorganização das dívidas no campo. Entre os principais entraves relatados estão novas exigências documentais, alterações de garantias e até a cobrança de um valor de entrada para que a operação seja efetivada.
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O alerta foi feito pelo presidente da Associação Brasileira de Direito Agrário e Agronegócio (Juragro), Alexandre Mendes, em entrevista ao Canal Rural. Segundo ele, algumas instituições financeiras estariam tratando a renegociação praticamente como uma nova operação de crédito.
“Nós temos visto, na prática, que muitas das instituições financeiras estão tratando essa reorganização trazida pela MP como uma nova operação de crédito, com novas exigências, tudo como se fosse do zero.”
O problema ocorre em um momento de forte restrição do financiamento ao setor. Levantamento da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) mostra que a área financiada para custeio agropecuário no Brasil caiu mais de 25% em 12 meses, passando de 34 milhões de hectares, em julho de 2025, para 25 milhões de hectares em julho deste ano. No Rio Grande do Sul, a retração foi ainda maior, chegando perto de 30%.
