A Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados) propôs ao governo federal a criação de uma cota anual para a importação de filés de tilápia. A entidade sugere limitar as compras externas a cerca de 16,2 mil toneladas por ano, independentemente do país de origem.
Pela proposta, o mecanismo teria caráter temporário, seria aplicado de forma transparente e passaria por revisões periódicas.
Segundo a associação, a medida busca administrar o avanço das importações em um momento de pressão sobre a cadeia nacional, marcado por dificuldades no mercado externo, aumento dos custos de produção e incertezas regulatórias.
A proposta prevê o monitoramento de indicadores como preços, oferta, geração de empregos e capacidade instalada das indústrias, além de critérios sanitários e de qualidade dos produtos importados. A Abipesca também defende a análise de possíveis práticas de concorrência desleal.
O volume sugerido tem como referência a média mensal das importações registrada no primeiro semestre de 2026. Anualizado, o montante de 16,2 mil toneladas corresponderia, segundo a entidade, a aproximadamente 5% da produção brasileira estimada de filés de tilápia.
Para a entidade, a criação de uma cota de importação permitiria ao governo acompanhar a evolução do mercado e, ao mesmo tempo, preservar condições de competição para a produção nacional enquanto são avaliados os impactos econômicos, comerciais, sanitários e regulatórios sobre a cadeia da tilápia.
