A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto acredita que vai “sair ganhando” da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), independentemente do resultado da sessão inédita desta terça-feira (15), que vai decidir o futuro do ministro Alexandre de Moraes. Um integrante da equipe afirmou à coluna que, qualquer que seja o desfecho, a campanha “já tem vantagem” e deve continuar explorando o tema.
A avaliação é de que a população deve permanecer insatisfeita com a situação da Suprema Corte e que o grupo de Flávio ocupa o espaço de “representantes que clamam por mudanças no STF”. O entendimento interno é que, se a investigação não avançar, a indignação popular em relação à Corte tende a ganhar ainda mais força. Por outro lado, caso uma investigação seja aberta, a leitura é de que o movimento também poderá dar impulso a uma onda favorável à direita.
A aposta, portanto, é na manutenção e ampliação do sentimento “anti-STF” ao longo da campanha. A estratégia inclui associar cada vez mais o presidente Lula (PT) à imagem de Moraes, com o objetivo de transmitir a ideia de que uma eventual reeleição do petista representaria a manutenção e a continuidade do Supremo na configuração atual. “Vamos apostar nisso. Lula não fez nada para mudar o DNA do STF nos últimos 4 anos e nem vai”, avaliou um aliado.
