As gigantes chinesas de smartphones Huawei e Xiaomi apresentaram, na semana passada, seus mais recentes dispositivos dobráveis de alto padrão a preços significativamente mais elevados, repassando aos consumidores a alta nos custos dos componentes.
A Huawei lançou o smartphone dobrável em 3 partes Mate XT 2, com preço inicial de 19.999 yuans (US$ 2.980),2.000 yuans acima de seu antecessor, enquanto a Xiaomi lançou o 18 Fold, começando em 10.999 yuans (US$ 1.639). Tanto Yu Chengdong, presidente do grupo de negócios de consumo da Huawei, quanto Lei Jun, CEO da Xiaomi, apontaram o aumento dos custos de armazenamento como o principal fator por trás da pressão sobre os preços durante seus respectivos eventos de lançamento.
Os aumentos de preços vão além dos novos lançamentos; grandes marcas chinesas, incluindo a Honor, elevaram retroativamente em até 20% os preços de modelos existentes nas últimas semanas. Novos modelos lançados em 2026 custaram, em média, 25% a mais do que seus antecessores, impulsionados pela alta global nos preços de armazenamento, segundo um relatório de 4 de setembro da Counterpoint Research.
Essa aposta no segmento premium reflete uma mudança no setor: a disparada nos preços de chips de memória força os fabricantes a abandonar o mercado de celulares de baixo custo,que está encolhendo, e a depender de modelos dobráveis de alto valor para sustentar a receita em um mercado global em retração.
