A USA Rare Earth, empresa americana que comprou a mineradora Serra Verde, não descarta avançar no Brasil para etapas mais sofisticadas do processamento de terras raras, incluindo a separação dos elementos produzidos pela companhia.
Em resposta à CNN, a empresa afirmou que desenvolve uma tecnologia para transformar o carbonato misto de terras raras em terras raras separadas, uma das etapas de maior valor agregado da cadeia.
“Não descartamos a possibilidade de desenvolver no Brasil capacidades adicionais em etapas posteriores da cadeia produtiva. Apoiamos os esforços para estabelecer um marco viável de políticas para minerais críticos que promova o desenvolvimento dos recursos naturais do Brasil e permita ao país se tornar um dos principais atores no mercado global de minerais críticos”, afirmou um porta-voz da companhia.
Atualmente, a Serra Verde produz em Minaçu, em Goiás, um carbonato misto de terras raras, produto intermediário dessa cadeia produtiva que reúne diferentes elementos. A etapa seguinte da cadeia é a separação desse material em produtos de terras raras com maior grau de pureza, que podem incluir óxidos individuais ou combinações de elementos, dependendo da rota de processamento e da aplicação final.
Esse avanço exige uma planta dedicada de separação. Nos Estados Unidos, a USA Rare Earth já opera uma unidade demonstrativa em Wheat Ridge, no Colorado, onde desenvolve e testa sua tecnologia.
