O ministro Alexandre de Moraes entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 15, uma manifestação de 44 páginas para tentar impedir o avanço da investigação que o envolve no caso Banco Master.
No documento, o ministro nega ter mantido diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, acusa André Mendonça de conduzir uma “farsa incriminatória” e atribui finalidade eleitoral à apuração. A peça, dividida em 121 tópicos e apresentada poucas horas antes do julgamento, também contém erros de português.
Na peça, Moraes afirma que o relatório policial não apresenta indícios de crime e pede ao STF que reconheça a nulidade do procedimento. O ministro usa 26 vezes a palavra “ilegal” ao tratar da atuação de Mendonça.
“Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal”, escreveu Moraes.
O ministro relaciona a investigação às condenações decorrentes da suposta tentativa de "golpe" de Estado e alega que as acusações ganharam força às vésperas das eleições de 2026. Para Moraes, Mendonça teria esperado um momento de maior repercussão política para levar o material adiante.
Moraes nega diálogos com Vorcaro
Uma parte central das 44 páginas é dedicada aos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal (PF) encontrou anotações atribuídas ao ex-banqueiro e estabeleceu relações temporais entre esses registros e mensagens que teriam sido enviadas.
