O CEO da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, alertou para o risco de empresas sem capacidade técnica, financeira ou operacional oferecerem preços inexequíveis no primeiro leilão de baterias do país, previsto para dezembro.
Em entrevista ao Alta Voltagem, programa da CNN, o executivo afirmou que a entrada de “aventureiros” pode prejudicar a competição e resultar na frustração de projetos, repetindo problemas registrados anteriormente em segmentos como o de energia solar e em leilões passados.
O alerta ocorre após a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) registrar um volume recorde de projetos interessados no certame. Os números informados pela estatal indicam aproximadamente 296,8 gigawatts (GW) cadastrados.
Para Sattamini, trata-se de um volume “absurdo”, superior à atual capacidade instalada de geração centralizada do Brasil, de cerca de 220 GW, considerando todas as fontes.
O executivo disse que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) precisa avaliar não apenas a documentação formal dos participantes, mas também a capacidade efetiva das empresas de financiar, implantar e operar os projetos ao longo dos contratos.
“A Aneel tem a obrigação de olhar a qualidade destas empresas. Teremos uma primeira redução significativa deste número de 300 GW quando a garantia for necessária para que as empresas se qualifiquem para o certame, além da capacidade destas empresas em fazerem investimentos e operarem com a experiência necessária”, disse.
