O Flamengo votará nesta 3ª feira (15.set.2026) uma reforma estatutária para tornar permanente o modelo de gestão profissional adotado pela atual administração. A proposta será analisada pelo Conselho Deliberativo.
O texto estabelece uma separação entre governança e execução. A gestão cotidiana fica a cargo de uma Diretoria Profissional, formada por executivos remunerados e escolhidos por critérios técnicos. Os órgãos de governança ficam responsáveis por diretrizes estratégicas, fiscalização e decisões estruturantes.
Nova estrutura
A Diretoria Profissional é composta por 2 cargos principais. O diretor-geral cuida da gestão corporativa, enquanto o diretor de futebol fica responsável pelo futebol profissional e pelas categorias de base.
O novo Coge (Conselho Gestor) acompanha e supervisiona a gestão profissional, com análise de estratégias, metas, indicadores, riscos, estrutura organizacional e gestão de pessoas. O órgão não deve interferir na operação cotidiana, mas pode orientar, aprovar ou rejeitar propostas dentro de suas atribuições.
A reforma também projeta políticas de governança, planejamento com orçamento anual e planos de 3 e 5 anos, indicadores de desempenho e a criação obrigatória de um Portal de Governança e Transparência. O texto amplia ainda as regras contra nepotismo e estabelece restrições e períodos de quarentena para associados que tenham ocupado cargos eletivos antes de ingressar na Diretoria Profissional.
