A inserção internacional de um país se dá também por meio de sua reputação, da maneira como ele é visto pelos demais países e daquilo que projeta no exterior, para o bem e para o mal, tanto no que há de virtuoso quanto no que há de vicioso.
Um país como, por exemplo, a Coreia do Norte, não tem muito a acrescentar ao mundo em termos de economia ou de aspectos transnacionais. Tem, sim, em termos de desestabilização. Tem a bomba atômica e pode causar confusão em sua região próxima, envolvendo Japão, China, Rússia e Coreia do Sul.
Enfim, é conforme o atributo que um país tem que ele é percebido. E, ao ser percebido, estabelece relações naquele nível, sejam elas virtuosas ou viciosas.
O caso do Brasil, com todo esse evento envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), é um elemento muito tóxico para a nossa projeção externa.
De fato, o Brasil se notabilizou, nas últimas décadas, sobretudo nas últimas décadas e meia, por aspectos nefastos, por aspectos tóxicos de sua projeção externa.
A Lava Jato foi um grande esquema de corrupção, de organização da corrupção, que envolveu vários países da América Latina e da África. Depois, o crime organizado de extração brasileira, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), igualmente se transformou em um grande empreendimento externo brasileiro que passou a representar problemas transnacionais.
