O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) divulgou um BO (Boletim de Ocorrência) no qual ele denuncia o roubo de seu aparelho celular, que, segundo o parlamentar, teria ocorrido há três dias, na última sexta-feira (11).
De acordo com o deputado, por conta desse roubo o aparelho não foi localizado pelas equipes da PF (Polícia Federal) durante a terceira fase da Operação Transparência, deflagrada na manhã desta segunda-feira (14) e que teve Cezinha como um dos alvos.
A investigação da PF mira possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares e possível tráfico de influência em tribunais. Os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo os investigadores, os alvos da operação teriam negociado o “pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais”.
Ou seja, para a PF, o deputado Cezinha “vendia” uma suposta influência sobre magistrados - incluindo ministros do STF -, numa relação que passaria a ideia de que ele tinha interferência em decisões judiciais.
Entre os crimes apurados pela Operação Transparência estão exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
